A PróToiro foi premiada com o Green Design International Award pela World Green Design Organization (WGDO) pelo papel do touro bravo na preservação do equilíbrio e sustentabilidade do ecossistema e biodiversidade ibérica. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar hoje, dia 21 de Janeiro, em Bruxelas.
Existem três motivos principais para este reconhecimento:
1. O Conceito de "Prática Verde" (Nature-Based Solutions)
O júri premiou a criação do Toiro Bravo como uma "Prática Verde" devido ao seu impacto directo na preservação do ecossistema. Ao contrário de outras formas de pecuária intensiva, o toiro bravo vive em regime extensivo, o que obriga à manutenção de vastas áreas de pastagem natural, prevenindo a degradação do solo e promovendo o sequestro de carbono.
2. Preservação da Biodiversidade e do Montado
A PróToiro conseguiu demonstrar que, sem a exploração económica do toiro bravo, milhares de hectares de Montado e Dehesa (ecossistemas protegidos e únicos na Europa) estariam em risco de abandono ou de conversão para monoculturas agrícolas. O toiro actua como um "guardião" da biodiversidade, coexistindo com inúmeras espécies de fauna e flora que dependem deste habitat gerido de forma sustentável.
3. Alinhamento com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
O projecto submetido realçou a contribuição do sector para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ao premiar este caso em Bruxelas, a WGDO reconhece que a Tauromaquia oferece uma resposta concreta aos desafios actuais, nomeadamente na luta contra a desertificação rural e na promoção da economia circular no interior do país.
O papel da Diplomacia Económica
Este prémio é também o resultado de uma estratégia de comunicação institucional que procura traduzir uma tradição secular para a linguagem técnica e moderna do "Green Design". Ao focar-se no "benefício do ecossistema", a PróToiro conseguiu furar o bloqueio ideológico e ser avaliada por critérios de mérito ambiental e científico.
Em suma, a PróToiro recebeu este prémio, em nome do sector, porque provou que a ecologia está no ADN da Festa Brava, transformando o toiro de lide num símbolo global de conservação da natureza.