dia da tauromaquia
Janeiro. 25. 2026 Janeiro. 25
Farsa Animalista

A PróToiro – Federação Portuguesa das Associações Taurinas rejeita de forma clara a instrumentalização da infância como argumento político contra a Tauromaquia, fenómeno recorrente em campanhas de natureza ideológica que procuram impor uma visão cultural única, redutora e descontextualizada da realidade social dos países taurinos. O recurso sistemático às crianças como pretexto para restringir ou erradicar tradições culturais legítimas constitui, paradoxalmente, uma abordagem autoritária e profundamente desrespeitadora do pluralismo cultural, da liberdade educativa das famílias e do direito das comunidades à transmissão do seu património imaterial.

Em Portugal e noutros países taurinos, a relação das crianças com a Tauromaquia ocorre num quadro familiar, cultural e pedagógico, assente na convivência intergeracional, no respeito pelos animais, na valorização da coragem, da responsabilidade, do autocontrolo emocional e do sentido de pertença comunitária. Psicólogos, pedagogos e sociólogos de diferentes países têm sublinhado que não existe qualquer evidência científica honesta ou isenta que demonstre que a exposição à Tauromaquia provoque danos psicológicos em crianças, sendo abusivo e falso equiparar este contexto cultural a fenómenos de violência gratuita ou desestruturada.

Pelo contrário, a experiência dos territórios taurinos demonstra que a participação orientada e acompanhada de jovens em escolas de toureio, grupos de forcados ou actividades culturais associadas promove valores fundamentais para o desenvolvimento humano: disciplina, resiliência, empatia, respeito pelas regras, consciência do risco e sentido de responsabilidade colectiva. Estes valores são transmitidos num ambiente regulado, com supervisão adulta e enquadramento legal, em tudo distinto das representações simplistas e intelectualmente desonestas frequentemente difundidas por agendas proibicionistas.

A PróToiro reafirma que defender as crianças não é isolá-las da cultura, mas sim educá-las para compreender a complexidade da vida, da tradição e da relação entre o homem, o animal e a natureza. Utilizar a infância como arma política para atacar práticas culturais seculares revela não uma preocupação genuína com o bem-estar infantil, mas antes uma tentativa de impor modelos culturais uniformes, ignorando deliberadamente a diversidade histórica, social e identitária dos povos.

A Tauromaquia portuguesa continuará a afirmar-se como um espaço de cultura viva, de transmissão de valores e de formação cívica, respeitando a lei, as famílias e as comunidades, e rejeitando qualquer tentativa de colonização moral ou cultural disfarçada de protecção dos direitos da criança.